segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Curta documentário sobre os sonhos, a realidade e o passado da primeira mulher cacique Guarani no Brasil.A aldeia esta localizada no Pico do Jaraguá, na periferia da cidade de São Paulo. Direção Rabetti, Produção Executiva Chico Lobo, Projeto Executivo Luiz F. Ricas, Assistentes de Produção Nicanor Jacinto e Ricardo Kazuo Yamamoto, Fotografias de D. Martins. Fotos antigas cedidas por Cora, filha de Jandira. Música de Abertura e Encerramento: "Quyquyô" gentilmente cedida pelo compositor Geraldo Espíndola e pela intérprete Tetê Espíndola. Trilha sonora instrumental exclusiva para o curta, composta por Agna Maria e Rodrigo Procknov. Poesia de Samuel Medeiros (Samuca). Realização VOZ DO BRASIL.

https://www.youtube.com/watch?v=zcHME3AE5No

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Córrego Ribeirão Vermelho dentro da Aldeia Tekoa Ytu, fossas cheias e esgoto correndo a céu aberto para dentro do córrego.

Em Apoio à População Indígena Aldeia Tekoa Ytu-Jaraguá –São Paulo-SP Á Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena Pátio do Colégio, 148 – Térreo – sl. 06 – Centro – São Paulo/SP CEP: 01016-040 Ref.: Córrego Ribeirão Vermelho dentro da Aldeia Tekoa Ytu, fossas cheias e esgoto correndo a céu aberto para dentro do córrego. Prezados Senhores,(as) Em 15/03/2011, em Ofício/Denúncia à ouvidoria@ambiente.sp.gov.br, aos Excelentíssimos Srs.: Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab e Sr.Marcelo Chaves ouvidoria da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo-SP, Prefeitura de São Paulo ao Exmo. Senhor Secretário do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, relatamos a situação caótica em relação ao Córrego da Aldeia Tekoa Ytu-Parque Jaraguá-SP. Hoje,lamentavelmente, vimos aqui ressaltar que o "CAOS" permanece e as crianças que ali circulam, bem como todas as pessoas correm riscos de vida que se acentuam segundo à segundo. Abaixo selecionamos "algumas fotos", porém, este ofício já foi encaminhado, outras ações e denúncias se seguiram e nos pasma que não hajam sido tomadas providências imediatas para proteção à vida das crianças que ali circundam diariamente, bem como toda comunidade Tekoá Ytu.Nos cumpre ressaltar que estão sendo descumpridas Leis Nacionais e Internacionais e aqui apelamos á consciência desta Coordenação em encaminhar o mais pronto possível soluções ao caso em questão. Copiamos Ofício expedido em 2011, para um retrospecto e devido acompanhamento. Agradecemos retorno . Prosseguiremos gerando visibilidade desta preocupante situação, não somente em Solidariedade, apoio que nos toca, mas sobretudo pela Vida de Crianças Indígenas e Não Indígenas, e de gente desta Terra que igualmente merecem nosso mais profundo Respeito. Att Liana Utinguassu Servidora/Presidente Oscip Yvy Kuraxo(Coração da Terra)Porto Alegre/RS-Brasil América Latina Anexo Ofício 15/03/2011: "Apelo por providências Urgentes". À Prefeitura de São Paulo At. Exmo. Senhor Secretário do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho Somos uma Organização-OSCIP, situada em Porto Alegre/RGS. Atuamos a nível Nacional e Internacional, focados no Universo Indígena, dentro de uma visão Pluricultural, Pluriétnica e global, pois acreditamos que para avançarmos em soluções, é mais que vital o envolvimento de toda Sociedade no que tange a Terra e aos filhos (as) desta Terra e somos todos filhos e (as) que aqui habitamos, portanto, é importante que se assegurem os direitos a uma vida digna, saudável em todos os aspectos a todos. Há alguns anos, estamos acompanhando o que se sucede na Comunidade Indígena Jaraguá (Tekoá Pyau), através de Parentes Indígenas, bem como de Parceiros (as) como Lucinéia Vieira, que vem repassando a nós seguidos relatórios, infelizmente nada satisfatórios e cada vez mais preocupantes, quanto ao estado do córrego do Jaraguá, onde a Poluição se torna insuportável e ameaça a Vida de todos! Não se trata aqui, em focar somente aos nossos Parentes Indígenas, mas reforçar da gravidade de se habitar em situação tão precária e cercada por águas mais que Poluídas, bem como toda uma série de outros complicadores que se sucedem nestes casos e irão desencadear em mortes de crianças e da população em geral: Indígena e Não Indígena. É inaceitável o que vem se repetindo no Jaraguá, bem como em outras localidades nos grandes centros, que deveriam dar um exemplo em cuidados com a NATUREZA, e cercar-se de providências envolvendo toda sociedade em um mutirão de ações em prol de uma vida saudável. Não residimos em São Paulo/SP, mas estamos dispostos a mover ações que venham a gerar agentes multiplicadores na proteção à VIDA, no resguardo aos Direitos Indígenas, direitos Humanos, Direitos à VIDA! Não se pode é aceitar que se empurrem responsabilidades, se trata de TER CONSCIÊNCIA da gravidade dos fatos e MOVIMENTAR AÇÕES EM SOLUÇÕES, URGENTES! Acredito que todos estão cientes dos direitos e deveres dos cidadãos, bem como do que rege a Constituição Federal, a OIT-169, as Leis Indígenas (Declaração universal dos Direitos Indígenas - ONU) e leis não Indígenas. A responsabilidade é de todos e para todos, assim acreditamos. Agradecemos sua atenção em especial neste caso Reserva Indígena do Jaraguá/SP e ficamos no aguardo de soluções urgentes, bem como ficamos ao dispor, Liana Utinguassú- Servidora/Presidente Yvy Kuraxo-(Coração da Terra)-Filiada à Anistia Internacional. www.yvykuraxo.org.br-

Doralice

Futebol Indígena

Pataxós

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

NATANAEL

Mundukuru cria guerreiros no Congresso para assumir Funai Publicado em 9 de Agosto de 2012 por Karla Maranhão Natanael tem o respaldo de mais de 200 parlamentares O movimento começou silencioso, como uma fera ferida que se arrasta em busca de proteção e resgate de forças para recuperar o seu terreno. Respaldado, soltou o urro da vitória. É assim que está sendo vista a batalha que se trava nos bastidores do Congresso Nacional e na Esplanada dos Ministérios pela sucessão na Funai. Ninguém se pintou para a guerra, evitando assim que feridas sejam abertas. Mas o exército que se formou em torno do índio da etnia Mundukuru Natanael Rodrigues Parente, da região de Manicoré, promete usar todas as suas armas para substituir Marta Azevedo por um guerreiro de verdade. Natanael não tem soldados. A tropa que defende sua indicação é constituída por 49 oficiais da mais alta patente no Senado. A começar pelo líder do Governo Eduardo Braga. Na linha de frente também estão outros próceres, a exemplo dos senadores Renan Calheiros, Eduardo Suplicy, Paulo Paim, Aécio Neves, Ana Amélia e Eduardo Lopes. Ao líder do PRB coube dirigir ofício à presidente Dilma Rousseff, com cópias para a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e seu colega da Justiça José Eduardo Cardozo. O pleito: Natanael para a presidência da Funai. Mas esse exército não se movimenta apenas no Senado. Emissários do líder Mundukuru atravessaram os salões azul e verde do Congresso Nacional e se postaram também na Câmara dos Deputados. Ali as forças cresceram. E outros mais de 100 combatentes se juntaram à batalha. A hora da verdade está chegando. Os índios, donos da terra, pouco resistiram à chegada de Pedro Álvares Cabral. Passados mais de 500 anos da ocupação, cobram uma compensação. Ao menos a direção da Funai, para que a raça não desapareça vítima do vírus de uma má administração que teria, constitucionalmente, que zelar por seu futuro.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Povo Guarani da Região de Parelheiros - SP Sofrem Atentados a Bala Por Proprietários Ilegais da Região

Povo Guarani da Região de Parelheiros - SP Sofrem Atentados a Bala Por Proprietários Ilegais da Região No dia 19 de Abril de 2012, saiu no Diário Oficial da União a publicação da ampliação das terras guaranis na região de Parelheiros em São Paulo, de apenas 20 hectares para 15.969 hectares de terra. Uma conquista comemorada no dia 19 de Abril com muita emoção pelos guaranis das aldeias Krucutu e Tenonde Porã. Porém , desde então, os índios daquela região vem sofrendo ameaças por parte dos proprietários de terras griladas da região que, mesmo estando em situação irregular, não pretendem desocupar as terras que agora pertencem oficialmente ao povo guarani m'bya. Logo na semana seguinte, homens desconhecidos estiveram na região da aldeia Tenonde Porã e alertaram à alguns índios que ali estavam conversando, que esta situação não iria ficar assim. Se retiraram e logo começaram os atentados. Carros ocupados com homens desconhecidos rondam as dependências das aldeias sempre no final da tarde e inicio da noite, observando o movimento das aldeias e olhando para os jovens e crianças de forma ameaçadora. No domingo dia 27 de maio, homens desconhecidos apontaram armas de fogo para um jovem guarani que colhia lenha no final da tarde. Na sexta-feira dia 1° de junho, dois jovens guaranis sobreviveram a um ataque com armas de fogo, onde dois carros com 3 pessoas cada um pararam diante dos jovens e dispararam 4 tiros contra os jovens que se jogaram na mata se escondendo atras de uma árvore. No ultimo Sábado, dia 2 de junho, um carro preto com 4 homens armados foi visto rondando a região. Eu vim buscar alguns documentos aqui quando vi o carro. Ele passou devagar. Tinha 4 pessoas dentro. Eram homens. Olhavam pra aldeia como se procurassem alguem. Depois parou, ficou um tempo parado, depois seguiu devagar e foi embora. As pessoas do carro ficavam olhando pra aldeia o tempo todo como se procurasse alguém. Eu achei muito estranho." Contou uma moça, funcionária do CECI Tenonde Porã, cujo nome deve ser preservado por questão de segurança a pedido da mesma e do cacique da aldeia. O cacique da aldeia conta que logo após a oficialização da ampliação das terras, iniciaram-se as ameaças, as repressões e os atentados. O principal alvo dos pistoleiros são as crianças de 9 à 16 anos que saem de suas casas no final da tarde pra colher lenha. O medo se instalou por toda a aldeia. "outro dia veio um senhor aqui dono de um desses sitios que fica por aqui, veio com mais dois e disse que vai matar os indios e que não vai sair da terra por que a terra é dele. Eu me preocupo pelos jovens por que eles atacam sempre quando eles vão buscar lenha no finalzinho da tarde." Ao que consta em documentações, das 12 propriedades da região, apenas 3 tem escritura legalizada e esta em situação regular. Todas as outras estão em situação ilegal e terão que sair do local sem direito a indenização. O cacique da aldeia juntamente com as demais lideranças vão elaborar um documento detalhado sobre a situação que permeia a região e coloca em grave risco os indígenas residentes, com um pedido de proteção policial e encaminhará ao ministério publico e policia federal.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ATENÇÃO!! Amigos Leiam esta CARTA* CARTA DA COMUNIDADE PATAXÓ HÃHÃHÃE Postado em 17 abril 2012. ARARAWÃ ... A comunidade Pataxó Hãhãhãe, cansada de esperá pelo o julgamento do STF. Resolve a fazer as retomadas de suas terras por conta proprias. Desde DOMINGO que os índios ocupara a região dos Rio Pardo, uma área grade, aonde vivem poucos pecuarista e ocupando grande estenção de terra, essa áreas está bastante degradada, tinha uma grande floresta que foram destruídas para a criação de gado. A comunidade toda resolve se juntar para recuperá a terras. A retomada tem índios adultos, crianças, idosos. Todos realistando um sonho. Ter a terra de volta. A mídia está colocando várias matérias contra os índios Pataxó Hãhãhãe como exemplo a Rede Globo, criando uma falsa imagem que nós indígenas somos Criminosos, violentos… Muitas pessoas dos municípios vasinhos estão comedo desses conflitos. Mais eles não precisam ter medo de nós indígenas e sim dos fazendeiros, que está contratando pistoleiros na região para jogar contra os Indígenas. As áreas recém ocupadas por nós índios, já está sendo retirado os moveis e animais de alguns fazendeiros. Essa luta se estende por mais de 30 anos. Desde quando os nossos antepassados foram expulsos desse território a força. Muitos dos índios foram mortos e roubados a terras, hoje seus netos, querem essa terra de volta, está lutando. Toda a Vida, as terras que conseguimos foi através de retomadas. a justiça nunca nos deu nada, e principalmente deveriam punir os assassinos dos parentes de indígenas que morreram vitimas de tocaia. Os Pataxó Hãhãhãe, estão cansados de tanto apanhar, ontem pela amanhã os fazendeiros se reuniram juntos com seus comparsas e fizeram barreiras queimando pneus velhos na entrada do município de Pau Brasil-BA, gritando revoltado com os índios, e dizendo que se pegasse um índios na cidade iriam matar. Alguns amigos que temos na cidade nos avisou e evitamos acesso na cidade, os fazendeiros fecharam as duas vias que dão acesso aos índios a cidade. As noticias que tivemos é que alguns indígenas foram pegos de surpresas e ameaçado recebendo torturas e até mesmo roubados. Hoje tem índios espancados e feridos pelos os pistoleiro de fazendeiros.dos indígenas que tiveram na cidade foi submetido a se esconder, ou até mesmo a fugir para não ser pegos por homens dos fazendeiros. RETOMADA PARAXÓ HÃHÃHÃE ARARAWÃ O clima em nossa região está tenso. Todos nós estamos sofrendo e otimista que estas terras fiquem em nossa posse.A nossa expectativa é que a justiça julgue o território e não tenha trabalho para tirá os fazendeiro, porque isso já estamos fazendo… o que está para ser julgado não é a terra e sim os títulos falsos que o governos passado deram aos fazendeiros. compartilhamos imagens da retomada. Hoje os índios cantam toré e pisa em sua terra, aonde a muito tempo os fazendeiros ameaçavam a comunidade dizendo se os índios chegassem ,eles teriam muitas armas para colocar os índios para fora. Isso caracterizam que Tupã é mais forte de que qualquer valentão. BARREIRA NA CIDADE DE PAU BRASIL FEITA PELO OS FAZENDEIROS, IMAGEM FEITA DA ÁREA RETOMADA.//ARARAWÃ Pedimos apoio que a sociedade Brasileira, não acredite no que a Globo divulga, ela tem lado “os fazendeiro”, pois o que reivindicamos é a nossa terra, não é nossa intenção machucar alguém. Mais a mídia da globo manipula imagem e querem jogar a sociedade contra a nós Pataxó Hãhãhãe. Conheçam a nossa história e vão perceber que estamos com RASÃO! CARTA DA COMUNIDADE PATAXÓ HÃHÃHÃE Paulo Rosa Titiar Vieira Titiar diz a repeito desta CARTA "eu quero que ela chega o outro lado do mundo" Poderia nos ajudar a compartilhar esta importante Carta dos Pataxo Hã Hã Hãe contato: Marly Machado com o pataxo Paulo Rosa Titiar Vieira Titiar

segunda-feira, 26 de março de 2012

TRIPOLI

Tripoli consegue a instalação de radar eletrônico para proteger índios e animais da aldeia do Jaraguá





Finalmente, a Secretaria Municipal dos Transportes dá início às obras de sinalização da via visando a instalação de um radar eletrônico fixo (lombada eletrônica) na Estrada Turística do Jaraguá, no trecho que passa pela aldeia indígena, onde vivem 200 índios e cerca de 300 cães e gatos. A obra será realizada graças e emenda no orçamento feita pelo vereador Roberto Tripoli (PV), que luta há dois anos para concretizar essa antiga reivindicação dos protetores de animais que atuam na aldeia.


Na área muitos índios, principalmente crianças, e cães vem sendo atropelados pois veículos trafegam em alta velocidade. Desde que o vereador tomou conhecimento da situação, iniciou gestões para conseguir junto à CET o controle de velocidade na Estrada do Jaraguá, mas os técnicos impuseram uma série de restrições para instalar o equipamento.

O parlamentar insistiu e chegou a destinar verba no orçamento municipal para a implantação do radar eletrônico, desde 2010. E desde então Tripoli continuou fazendo gestões junto às autoridades da Secretaria dos Transportes, responsáveis pela concretização da obra. O projeto exigiu vários estudos no local, o que também retardou a implantação. Conforme a Secretaria dos Transportes garantiu essa semana ao vereador Tripoli, até o final de março os serviços de instalação devem estar concluídos.

http://www.robertotripoli.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=232:tripoli-consegue-a-instalacao-de-radar-eletronico-para-proteger-indios-e-animais-da-aldeia-do-jaragua&catid=1:animais-noticias


Câmara Municipal de São Paulo - Gabinete do Vereador Roberto Tripoli - Viaduto Jacarei, 100 - Sala 705 - Fone: 11 3396-4522

contato@robertotripoli.com.br

Djedjokó

http://folhadolitoralnorte.net/aldeia-rio-silveira-em-boraceia-perde-o-lider-do-povo-tupi-guarani-o-cacique-e-paje-djedjoko-samuel-bento/
Aldeia Rio Silveira em Boracéia, perde o líder do povo tupi-guarani – o cacique e pajé Djedjokó (Samuel Bento)
Posted by Carlos Valimon 8 de março de 2012in Notícias|0 Comment


Na memória: Cacique e Pajé Samuel Bento Awa Djedjokó, da aldeia Rio Silveira, em Boracéia (Foto: Carlos Valim / 1988)

O prefeito de Bertioga recebeu, emocionado, a notícia da morte do cacique e pajé Samuel Bento Awa Djedjokó, da aldeia Rio Silveira, em Boracéia, uma das principais lideranças do povo tupi-guarani em São Paulo. Djedjokó morreu na noite do dia 09, no estado de Santa Catarina, onde estava a passeio, vítima de uma Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele foi sepultado, no ancestral cemitério indígena próximo ao Rio Silveira


Lamentando a grande perda, o prefeito ressaltou o empenho e a luta constante de Djedjokó pela preservação e fortalecimento da cultura e identidade do povo indígena tupi-guarani ao longo dos seus 74 anos de vida, lembrando que no seu primeiro mandato, logo após a emancipação de Bertioga, Djedjokó esteve ao seu lado empenhado na luta para que os índios da Aldeia Rio Silveira fossem reconhecidos como cidadãos e que pudessem obter sua Carteira de Identidade (RG).


O filho do cacique, Carlos Papa Mirim Poty lembra que, na ocasião, Djedjokó se dedicou a essa luta e foi até Brasília reivindicar esse direito a 62 pessoas da aldeia, e provar para os órgãos federais que aquela era uma comunidade indígena. “Sem sucesso, meu pai recorreu ao então prefeito, que na época nos ajudou nessa conquista. Fomos os primeiros índios do País a ter o RG”.


Papa lembra emocionado da luta do pai pela identidade cultural de seu povo e agradece à Prefeitura pelo apoio as suas reivindicações. Entre elas está a criação do Centro Cultural Indígena, que será construído próximo à aldeia e que a comunidade solicita que leve o nome de Awa Djedjokó. A iniciativa tem todo apoio do prefeito, que entende ser essa uma justa homenagem àquele que dedicou anos de sua vida lutando pelo seu povo.


Papá Mirim Poty, como é chamado por seu povo, um dos filhos de Dejdjokó, fez o seguinte depoimento, no qual transmite a beleza e a lucidez da visão de mundo que aprendeu com seu pai:


“Força! Viva Tupi-Guarani! Assim a gente vai sobrevivendo. Não importa o que acontecer. Nós estamos aqui sempre e forte. Nós acreditamos que um dia de felicidade, um dia sem dor, virá. E nós, seres humanos, estamos aqui para presenciar todas as coisas que vierem. E mesmo assim nós temos que ter força e coragem para poder encarar o nosso mundo. Então, povo, você que é povo, vamos lutar! Pelo mesmo ideal. Pela mesma liberdade. Pelos nossos direitos. Respeitem-nos, e assim nós respeitamos vocês.


Nós demos todo o mundo. Oferecemos o melhor. Quando os portugueses chegaram, a gente teve hospitalidade, oferecemos hospitalidade. Maior carinho. É isso que a gente queria. Queremos o respeito. E assim, respeitaremos vocês. Em nome do Awa Djedjokó, que é meu pai e não esta mais aqui entre nós.


Meu pai descanse em paz. Hoje você está no outro mundo. No mundo que Ñanderu preparou para você. Com certeza vai dar força para nos todos, e vai estar sempre junto da gente, lutando com os mesmos ideais. Embora haja dor e sofrimento a luta continua! E seguiremos caminhando, sonhando e acreditando que é possível mudar!!!

Assim é nossa Filosofia!

Assim é nosso modo de ser!

Assim aprendi com meu pai, grande Awá Djedjokó!

E assim seguirei rezando, cantando e me comunicando com Tupã e os seres sagrados da floresta, em busca de equilíbrio com todas as formas de vida, com todos os irmãos e irmãs dessa Terra, independente de sua raça, cor, pensamento…

Assim foi ensinado por Ñanderu e Ñandexy desde os princípios…

E assim me ensinou meu Pai!

“E a ti agradeço e sigo suas pegadas…”



Fotos: Carlos Valim (Arquivo da Folha do Litoral Norte do dia 21 de abril de 1988)


Nota da redação:


Carlos Valim, presidente (voluntario) do Movimento da Cidadania e diretor de redação (voluntario) do Jornal Folha do Litoral Norte, relembra momentos felizes junto com o Cacique e Pagé, Samuel, Carlos e todos os amigos da comunidade do Rio Silveira na festa do Dia do Índio de 1988 em Boracéia.


Carlos Valim

Comentário:

Paulo Marques Viana

25/12/2011 at 11:24


Lamentável… Tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente. Foi um lutador e um valoroso conquistador dos direitos dos Guaranis. Graças a seus esforços, divididos com irmãos de raça a Aldeia do Rio Silveira não se acabou. São 8.500 hectares conquistados. Seu exemplo deverá ser seguido

por todos nós.

Doçura

"Doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem o fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, boca que fala a essência das coisas. Doçura é o resultado de uma longa jornada interior ao âmago da vida e a habilidade de lá descansar e assistir. O que é realmente doce nunca pode ser vítima do tempo, porque doçura é a qualidade da pessoa cuja vida tocou a eternidade". Brahma Kumaris

quinta-feira, 15 de março de 2012

07/03/2012 - 00h00
Jandira Augusta Venício (1934-2012) - A cacique guarani 'mãe de todos'
Publicidade
ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

"Minha geração só se considera guarani por causa dela", diz a professora Poty Poran, 34, sobre a avó, a cacique Jandira Augusta Venício.

Kerexu, em seu nome indígena (significa "mãe de todos", em guarani), comandava a aldeia fundada por ela e o marido na década de 60: a Tekoá Ytu, no Jaraguá, zona norte da capital paulista, distante a 22 km da praça da Sé.

Natural de Itanhaém, Jandira viveu em sua aldeia, Rio Branco, até os 12 anos. No litoral, conheceu Joaquim Augusto Martim, índio que fora criado por uma família de alemães protestantes. Casaram-se e vieram para São Paulo.

Por um tempo, moraram em Cidade Dutra, na zona sul, até que foram convidados a ocupar uma área no Jaraguá.

Joaquim, cacique da aldeia, trabalhava como jardineiro. Por causa de sua criação, tornou-se evangélico.

Quando morreu, nos anos 90, Jandira construiu uma casa de rezas (opy) e proibiu a entrada dos evangélicos na Tekoá Ytu. Para preservar as tradições, falava guarani (além do português) e sempre levou os filhos para conhecer os rituais em outras aldeias.

Descrita como um mulher de personalidade forte, lutou para que a aldeia ganhasse uma escola (onde a neta leciona) e um posto de saúde.

Segundo os familiares, o lugar, pobre (e onde vivem 150 pessoas), ainda sofre com falta de saneamento básico.

Jandira dava muitas entrevistas, mas reclamava dos que pegavam suas informações e nunca mais voltavam.

Morreu no sábado, aos 78, após uma infecção pulmonar. Teve 13 filhos (oito estão vivos). O enterro foi no cemitério da aldeia Krukutu, em SP.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1058134-jandira-augusta-venicio-1934-2012---a-cacique-guarani-mae-de-todos.shtml

segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Faleceu no dia 03/03, a Cacique Jandira da Reserva Indígena do Jaraguá que se encontrava internada, desde 05/01, no Hospital de Pirituba, vítima de 2 AVCs e outras complicações.
Em documentário dirigido por Rabetti, em dezembro/11, ela conta como se tornou cacique. Com a morte de seu marido, que era Cacique, e devido a pouca idade de seus filhos homens para substitui-lo, seu próprio marido, ainda em vida, demonstrou esse desejo. Sem outra alternativa ela resolveu aceitar, tornando-se, assim a primeira mulher cacique Guarani no Brasil. Vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=zcHME3AE5No&feature=BFp&list=FLhsw3it2K5ftrorOKMYN71Q
Muitos sonhos ficaram sem realização, como a reconstrução da casa de reza que pegou fogo há 2 anos, a despoluição do córrego proveniente do Lago do Parque do Jaraguá, que ao cortar a reserva vai poluindo nascentes e provocando enchentes na época de chuvas, a cerca-viva demarcando a reserva e até a sinalização que tanto foi solicitada para a Estrada Turística, onde crianças e adultos já foram atropelados.

Seu falecimento coincide com a Semana da Mulher, fazemos essa homenagem a esta Grande Mulher Brasileira e Liderança da Zona Norte.
Manifestação de alguns amigos da Aldeia:
“Participei de algumas reportagens e manifesto demonstrando minha indignação pelo desprezo das autoridades em relação a este povo tão esquecido e humilhado. Eles só querem uma vida digna; são da paz, não exigem nada, esperam pacientemente um reconhecimento da sociedade. São simples, humildes. As crianças carinhosas, educadas. Temos muito que aprender com nossos irmãos; e a luta continua. A Cacique Jandira será minha inspiração" (Lucinéia Vieira – Voluntária Humanista/Cidadã Planetária)

“À Cacique Jandira: suas palavras e seu espírito ecoam igualmente por toda a eternidade e sua sabedoria toca os corações e espíritos. Neste momento, Ñanderu cuidará, e nós daqui orando e agradecendo por todos os passos que nos foram deixados, mostrando caminhos que ainda deveremos trilhar, todos, por UM NOVO AMANHECER! Uma Terra Sem Males, Yvy Marãey... (Liana Utinguassú – Presidente da OSCIP YVY KURAXO)

“Cacique Jandira - Grande Guerreira da Norte
Que descanse em paz, nossa Grande Guerreira da Norte. A Cacique Jandira tem todo o meu respeito e admiração, será sempre lembrada no Dia Internacional da Mulher. Que Deus conforte seus familiares e amigos. Muito obrigada”. (Vera Brasileiro – OPEN – Org.Psicopedagógica Equilíbrio Natural)