quinta-feira, 23 de junho de 2011

ESTÃO RASGANDO A PELE DE NOSSA MÃE

Meus amigos,

Vejam o mal que o homem está fazendo, mais uma vez à mãe natureza. Chorei ao ler esta carta. Na minha incapacidade de ação, transmito-a aos meus amigos para que a leiam e a divulguem e por meio dela tornem-se conscientes da nossa enorme agressão à natureza.

"Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos.

O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.

Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.

Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.

O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.
Com um grito agudo perguntou:
Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?
Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.
O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.
A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.
Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.
Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.
As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.
Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.
Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.
Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.
O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.
O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.
Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!

Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.

Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!

Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.

Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.

Cacique Mutua"

terça-feira, 24 de maio de 2011

http://www.pnud.org.br/cidadania/reportagens/index.php?id01=3744&lay=cid

Nova York, 23/05/2011
ONU lança iniciativa para direito indígena
Parceria inédita entre agências das Nações Unidas tem como objetivo melhorar índices sociais de povos indígenas e preservar suas culturas

A Organização das Nações Unidas lançou na sexta-feira (20) a primeira iniciativa mundial de promoção de direitos dos povos indígenas. Chamada de Parceria Nações Unidas – Povos Indígenas (UNIPP, na sigla em inglês), ela reúne diversas agências da ONU para ajudar financeiramente e dar apoio técnico para disseminar a Declaração das Nações Unidas sobre o Direito dos Povos Indígenas. Assinado em 2007, o texto é reconhecido como um instrumento indispensável para a proteção dos 370 milhões de índios em 90 países.

Eles representam 15% dos pobres do globo e um terço dos 900 milhões de pessoas que vivem na extrema pobreza. Os povos indígenas também têm piores índices sociais que o restante da população, como taxa de escolaridade mais baixa, além de altas taxas de criminalidade e de violação dos direitos humanos. No Brasil, por exemplo, a mortalidade infantil em tribos atingiu 41,9 para cada mil nascimentos em 2009, aponta a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Já no restante da população, o índice foi de 19 no mesmo período.

Com o objetivo de melhorar essas condições, a UNIPP vai capacitar os povos indígenas a participarem mais ativamente de decisões políticas nos seus países. Por exemplo, na prevenção de conflitos por posse de terras e acesso a recursos naturais.

A promoção dos direitos dos povos indígenas também ajudará a preservar seu modo de vida, que é intimamente ligado à preservação dos recursos naturais dos territórios onde vivem. Os conhecimentos sobre exploração sustentável do ambiente podem ajudar na pesquisa de processos que aliem desenvolvimento, preservação e respeito aos direitos humanos nas grandes cidades, por exemplo.

A iniciativa foi lançada durante a última sessão da instância permanente para as questões indígenas das Nações Unidas. Para Mirna Cunningham, presidente da organização, é necessário agir imediatamente para melhorar a qualidade de vida dos índios. “Nós estamos impacientes para prosseguir nossa cooperação com as Nações Unidas para que nós possamos preservar a dignidade e o respeito por diversas culturas, tradições e histórias”, afirmou.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Carta do Zé agricultor para Pedro da cidade.

Prezado Pedro, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Pedro?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APP que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Pedro?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Pedro? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Pedro, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Pedro, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Pedro? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Pedro, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Pedro. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Pedro.

Ah, desculpe Pedro, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Apelo por providências Urgentes - Reserva Indígena do Jaraguá

À Prefeitura de São Paulo
Att.Exmo.Senhor Secretário
Eduardo Jorge

Somos uma Organização- OSCIP, situada em Porto Alegre/RGS.Atuamos a nível Nacional e Internacional ,focados no Universo Indígena, dentro de uma visão Pluricultural, Pluriétnica e global, pois acreditamos que para avançarmos em soluções, é mais que vital o envolvimento de toda Sociedade no que tange a Terra e aos filhos (as) desta Terra e somos Todos filhos e (as) que aqui habitamos, portanto, é importante que se assegurem os Direitos a uma vida digna, saudável em todos os aspectos a todos.

Há alguns anos, estamos acompanhando o que se sucede na Comunidade Indígena Jaraguá (Tekoá Pyau) , através de Parentes Indígenas, bem como de Parceiros (as) como Lucinéia Vieira, que vem repassando à nós seguidos relatórios infelizmente nada satisfatórios e cada vez mais preocupantes, quanto ao estado do córrego do Jaraguá, onde a Poluição se torna insuportável e ameaça Vida de todos!

Não se trata aqui, em focar somente aos nossos Parentes Indígenas,mas reforçar da gravidade de se habitar em situação tão precária e cercados por águas mais que Poluídas, bem como toda uma série de outros complicadores que se sucedem nestes casos e irão desencadear em mortes de crianças e da população em geral: Indígena e Não Indígena.

É inaceitável o que vem se repetindo no Jaraguá ,bem como outras localidades nos grandes centros, que deveriam dar um exemplo em cuidados com a NATUREZA, e cercar-se de providencias envolvendo toda sociedade em um mutirão de ações em prol de uma vida saudável. Não residimos em São Paulo/SP, mas estamos dispostos a mover ações que venham a gerar agentes multiplicadores na proteção à VIDA, no resguardo aos Direitos Indígenas, direitos Humanos, Direito à VIDA! Não se pode é aceitar que se empurrem responsabilidades, se trata de TER CONSCIÊNCIA da gravidade dos fatos e MOVIMENTAR AÇÕES EM SOLUÇÕES, URGENTES!

Acredito que todos estamos cientes dos direitos e deveres dos cidadãos, bem como do que rege a Constituição Federal, a OIT169, as Leis Indígenas(Declaração universal dos Direitos Indígenas- ONU) e leis não Indígenas. A responsabilidade é de todos e para todos, assim acreditamos.

Agradecemos sua atenção em especial neste caso Reserva Indígena do Jaraguá/SP e ficamos no aguardo de soluções Urgentes, bem como ficamos ao dispor,

Liana Utinguassú
Servidora/Presidente Yvy Kuraxo-www.yvykuraxo.org.br
Filiada Anistia Internacional
Membro do CMCP- Conselho Mundial Cidadania Planetária/RGS/TO

A ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA

Não há como se abster de zelar pelo que há de sagrado no Planeta Terra!
Não há como esquecer que há vida e vida em abundância, neste Planeta!
Não há como fingir que tudo está bem, perfeito e com a mesma qualidade com que o Planeta Terra foi entregue aos seres viventes!
Não há como dizer não à vida!
Há outra verdade que não pode ser omitida: Nada neste Planeta sobrevive sem água!
Se, entretanto, dissermos não às afirmações acima, estamos considerando que a vida não tem validade alguma e estaremos concedendo permissão a quem quer que seja, para destruir o Planeta que nos abriga!
Não se trata de concordar ou discordar, trata-se de aquilatar qual o valor da vida e, o que ela representa.
Creio ser fundamental sabermos primeiro o que é Biosfera:
Biosfera é um substantivo feminino (bio+esfera) e possui dois significados básicos:
1)Parte da Terra em que pode existir vida. Inclui parte da litosfera, da hidrosfera e da atmosfera.
2)Os organismos vivos juntos com seu ambiente.
Estando claro o significado de biosfera, podemos interpretar como a parte mais sensível, frágil e desprotegida que compõem a Natureza no Planeta.
Essa camada tem como fundamental para sua sobrevivência, a água!
Bem, poderíamos citar inúmeras experiências científicas que comprovam que a biosfera do Planeta atua em cadeia alimentar, isso significa dizer que para o Ser Humano sobreviver com saúde, há necessidade de que a biosfera do Planeta não seja tão somente preservada, mas respeitada e cuidada.
Portanto, não estamos defendendo somente a espécie humana, mas estamos fazendo um apelo em prol da biosfera.
Assim, postulamos aos governantes deste País a ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA!
Neste sentido, não basta uma lei ou um texto que reconheça esse direito, pois é essencial que esse direito seja constitucional, assim sendo, apelamos a todas as pessoas de bom senso, que se mobilizem no sentido de conquistarmos essa garantia em texto inserido na Constituição Federal.
Vale ressaltar, que se nossos governantes avaliarem com carinho, atenção e o nível de responsabilidade que o tema merece, teremos dado um largo passo para a preservação da biosfera do Planeta, pois muito outros países seguirão os nossos passos.
Por sua vez, avançamos aqui na proposição de uma perspectiva ambiental inovadora, que concebe a vida humana interdependente de todas as outras formas de vida da biosfera. Busca-se aqui, superar a desgastada concepção antropocêntrica da vida, que situa o homem como centro de toda a manifestação vital, que existiria apenas para suprir as crescentes e vorazes demandas civilizatorias, as quais constituem por excelência as principais causas da degradação ambiental que vivenciamos atualmente. A vida nasceu em berço aquático, e é constituida especialmente por água. Logo se admitirmos que o DIREITO À VIDA é o direito primordial, a água que, fundamentalmente a nrute e a mantém, é por conseguinte um direito essencial também. A ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA representa portanto esse momento novo no pensamento e no fazer ecológico do nosso tempo. Podemos tomar a dianteira dessa jornada pela vida e envolver outros países e povos nessa grande defesa pela vida, pela biosfera!
Podemos fazer diferente dessa vez. Fazer a diferença em meio a uma realidade civilizatória esgotada em seus discursos e modos de ação. É preciso uma grande reforma no pensamento, no sentimento e na alma humana. Urge revisar e redimensionar a condição humana reconectando-a à sua fonte, à sua origem, a sua transcendência. Não podemos cometer de novo os mesmos velhos erros humanos, vestidos de novas liguaguens reinventadas para manter e propagar velhos padrões de vida e de viver defasados e infrutíferos. Uma nova epistemologia desponta no horizonte contemporâneo. Novas racionalidades, conectadas, complexas, integradas, abertas e fluidas. Uma epistemologia ambiental profunda que conceba a vida como um único organismo univeersal, tal qual Gaia, como define com propriedade o cientista Loverlock. É nesse contexto de uma racionalidade renovada, inovada, emaranhada com a vida em suas dimensões sutis e abrangentes que se pode considerar a relevância e a urgência em se consolidar a formulação: A ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA. Pelo direito à vida e a água para toda forma de vida existente.
Julio Lótus
Cidadão Planetário (Título honorifico acadêmico concedido pelo CMCP - FAPAF em 2010)
Membro do Conselho Mundial de Cidadania Planetária - CMCP/WCPC
Idealizador co-fundador do Movimento Curando Gaia

PROJETO VÔO DA ÁGUIA

23/03/2011 15h54
Niega encerra Capacitação de Comunidades

O Niega encerrou no dia 19 de março, no CEU Perus, a Capacitação de Lideranças Comunitárias para a Construção de Comunidades Sustentáveis.
O Núcleo Internacional de Educação e Gestão Ambiental (NIEGA) encerrou no dia 19 de março (sábado), no Centro Educacional Unificado (CEU) Perus, a Capacitação de Lideranças Comunitárias para a Construção de Comunidades Sustentáveis. O encontro reuniu, além dos 45 participantes, representantes da Subprefeitura Perus, do CEU e da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), parceiros no curso.
No seminário, última atividade do curso com sete encontros, foram apresentados os seguintes projetos: Zeladoria de Praças, Reciclando e Educando, Agente Ambiental, O Vôo da Águia, Mata Verde, Mudar o Mundo, Lixo Recicla Lixo, Brincar e Renovar, Bairro Limpo, Como Ajudar o Meio Ambiente, Recanto da Natureza e Trilhos Verdes.
Eles foram desenvolvidos pelas duas turmas da capacitação, que desde outubro de 2010 se reuniram no CEU, para discutir a metodologia da Educação Ambiental Global. Neste caso, o lixo e suas dimensões individuais no tempo e no espaço. O principal foco foi o descarte dos resíduos sólidos em Perus, detectado após visita técnica da equipe do NIEGA ao distrito.
Segundo a educadora ambiental Aparecida Fonseca, uma das responsáveis pela capacitação, o objetivo do projeto piloto da ONG, em Perus, era formar lideranças ambientais, para que elas sejam agentes multiplicadores de informações. “O saldo é bastante positivo, porque percebemos que o poder público está aberto a conversas e financiamentos. Acreditamos que o projeto promoveu e promoverá mudanças nas pessoas e no meio em que vivem”, salientou. “Agora, as lideranças precisam do apoio (assessoria logística e financeira) da Subprefeitura, para colocar em prática seus projetos”.
A capacitação também resultou em 2 mil cartilhas alusivas ao tema, as quais serão entregues à comunidade de Perus, por intermédio do poder público e dos próprios participantes do grupo. “Ela é informativa e formativa, pensada na comunidade de Perus. Um material simples e com linguagem que qualquer um pode assimilar”, disse.
O material é dividido em quatro diferentes capítulos, os quais tratam da Sustentabilidade, Comunidades Saudáveis, Saúde e Meio Ambiente e Conhecimento em Ação. Há, ainda, informações sobre site de consulta, fotos de participantes do curso e alguns depoimentos.

Texto: Solange Spiandorin
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/perus/noticias/?p=20596

sábado, 9 de abril de 2011

Encontro pela Paz - Reserva Indígena do Jaraguá

PARQUE ESTADUAL DO JARAGUÁ

PERTO DE SEUS 50 ANOS, PARQUE LUTA POR MELHORIAS
Parque Estadual do Jaraguá - 07/Mar/2011
O Parque Estadual do Jaraguá tem 492 hectares de extensão e é nele que está localizado o Pico do Jaraguá, com 1135 metros, o ponto culminante da cidade. Desse local é possível ver a cidade de São Paulo e parte do município de Osasco.
As monitoras Sueli Nascimento e Aline Taminato contaram que, antigamente, onde hoje é o Parque, ficava a Fazenda Jaraguá. Em 1940 o espaço foi adquirido pelo governo e inaugurado como Parque Estadual em 1961. Em 1994 foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Existem várias atrações dentro do parque, dentre elas três trilhas ativas: a Trilha do Pai Zé, que leva até o Pico do Jaraguá; a Trilha da Bica, onde ensinam ecologia para crianças de 8 a 10 anos de forma mais lúdica; e a Trilha do Silêncio, única trilha do estado que é adaptada para deficientes, possuindo fácil acesso e placas em braile. Além das trilhas, os visitantes podem usufruir ainda do calendário de eventos ecológicos, auditório, parquinhos, quiosques para churrasco, rampa de skate, e um atrativo histórico - o Casarão.
O casarão tem 430 anos, passou por reformas, mas conserva a mesma estrutura. Não é aberto para visitação pois hoje funciona lá o Albergue da Juventude, administrado pela rede Hostels Internationals. Já existe um projeto para que o espaço volte a ser administrado pelo próprio Parque. Alguns pesquisadores construíram um muro representativo ao lado do casarão, para demonstrar a espessura de suas paredes.
Problemática
Nem tudo são flores no parque. Há 17 anos existe um projeto para limpar o córrego e o lago do parque. Lucinéia Vieira, ambientalista e antiga freqüentadora do parque, desde 2009 batalha pela recuperação do lago. "Apenas cobro a despoluição do córrego que polui a lagoa que fica dentro do parque e que consequentemente polui as fontes e nascentes da Reserva Indígena", afirmou. Os pequenos na aldeia, nos dias de calor, brincam no córrego poluído. O processo está em andamento. Segundo informações de Patrícia Felipe, gestora do Parque Estadual do Jaraguá, na reunião que aconteceu no dia 21/02 a Sabesp e a CETESB concluíram a parte que lhes cabia no projeto Córrego Limpo.
Na próxima reunião, que terá a presença de órgãos como DAEE (Departamento de Águas e Energias Elétricas), Funasa e Prefeitura, será discutida a despoluição do lago e os custos de desassoreamento do lago. Ainda não se tem uma data prevista para a reabertura do lago para os visitantes.
Quando tudo estiver concluído, ainda haverá um monitoramento para conservar a limpeza das águas. A Sabesp vai analisar a água que entra no parque e a CETESB a água que sai passando pela aldeia. Assim será mais fácil monitorar de onde está vindo o problema.
Minudências

@ O parque completa 50 anos no dia 03/05.
@ Em 2010 o Pico do Jaraguá foi eleito uma sete maravilhas da região Noroeste, ficando em primeiro lugar.
@ Dentro do parque é possível ver bicho-preguiça, macacos, pica-pau, tucano do bico verde, esquilo, serpentes, entre outros.
@ A Palmeira Jussara, de onde é extraído o palmito, quase foi extinta, mas no parque é encontrada em abundância. O tucano do bico verde é um dos maiores responsáveis pela dispersão natural da semente dessa árvore.
@ A maior parte da vegetação do parque é secundária.
@ O parque possui 8 nascentes catalogadas e um jequitibá de cerca de 400 anos.
@ Veja fotos do lago poluído.
@ Acompanhe as ações da Sabesp clicando AQUI
Parque Estadual do Jaraguá
R. Antônio Cardoso Nogueira 539, Vila Chica Luis, fone 3941-2162
Funcionamento das 7 às 17h
http://www.znnalinha.com.br/jaragua/html/parque.php

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Luta por despoluição de lago continua.
Apesar de parecer das autoridades e órgão públicos interessados em resolver o problema, crianças ainda entram na lagoa degradada.
A voluntária humanista, Lucinéia Vieira, que desde 2009 encampou uma luta em benefício da Reserva Indígena do Jaraguá e busca a despoluição do córrego do Parque Estadual do Jaraguá, que corta a comunidade, continua em busca de soluções junto as autoridades para resolver a situação que
afeta os moradores do local.
Segundo ela, apesar dos esforços de órgãos envolvidos interessados em revolver o problema em defi nitivo, uma ação emergencial deveria ser tomada no sentido de impedir que crianças entrem no lago poluído, podendo acarretar problemas à saúde.
Em busca de mais esclarecimentos, ela, que também faz parte do CMCP, Conselho Mundial de Cidadania
Planetária, a lado de mais membros e interessados em resolver a questão, encaminhou uma petição às autoridades envolvidas diretamente na ação cobrando o que está sendo feito para solucionar
o problema defi nitivamente.
De acordo com a gestora do Parque Estadual do Jaraguá,Patricia Ferreira Felipe, que recebeu a manifestação da voluntária, a área em questão, da localidade do lago, foi transferida para a administração da Fundação Florestal por meio do decreto n.º 48.442 de 09/01/2004 e que a poluição é decorrida de uma ocupação irregular na Vila Chica Luiza onde despejá-se esgoto de forma clandestina em um córrego do bairro, que desemboca em uma galeria de águas pluviais, desaguando dentro do lago do parque.
A gestora informou ainda que após a transferência da área para a Fundação Florestal a administração iniciou contatos com os órgãos públicos envolvidos na questão como Sabesp, Subprefeitura Pirituba/Jaraguá, Cetesb e Daee, onde ações foram estabelecidas a fi m de sanar a
poluição do lago.
Segundo a nota, após esforços dos órgãos envolvidos, o córrego que contribuía para a poluição do lago foi envolvido no Programa Córrego Limpo da Sabesp, onde mais de 200 residências da área ocupada tiveram implantados redes coletoras de esgoto. Outra ação efetuada foi a remoção de casas
por parte da subprefeitura das áreas em questão, possibilitando ações de melhoria no córrego.
Patricia apontou ainda que em reunião técnica realizada em 21 de fevereiro deste ano, no Parque Estadual do Jaraguá com representantes da Sabesp, Cetesb e Fundação Florestal, foram informados dados a respeito da melhoria da qualidade das águas do córrego ressaltando uma redução nas concentrações de DBO e nitrogênio orgânico.
A resposta passada a Lucinéia indica também que em breve serão divulgados os resultados completos do monitoramento dos níveis de poluição por parte da Sabesp. Tão logo os efeitos apresentados indiquem a possibilidade de intervenção para desassoreamento será dado início as ações de recuperação do lago e de toda a área de entorno, em projeto pré-estabelecido junto ao Daee.
http://regionalnews.jor.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/PAG-4_COR18.pdf
REGIONAL NEWS 1.º de abril de 2011
Em busca de novas respostas
para o trabalho que
desempenha como voluntária
humanista junto a Reserva
Indígena do Jaraguá, Lucinéia
Vieira que também faz
parte do CMCP, Conselho
Mundial de Cidadania Planetária,
continua cobrando das
autoridades e órgão públicos
a limpeza do córrego do Parque
Estadual do Jaraguá, que
corta a comunidade e tem
causado prejuízos à saúde
dos índios. Página 4

Hipocrisia dos Apóstolos e Discípulos

Que critérios você usa para dizer que estou excluído?
O peso que me pesa será revertido
em teu próprio prejuízo.
Quem você pensa ser
me perguntando se conheço Deus?
Quem conhece Deus só pode ser Deus,
pois anda como Ele andou e vive come Ele viveu.
Irmão, Deus não vive no teu bolso.
Ele me ama do jeito que eu sou.
Não preciso gritar, chorar ou me contorcer...
Amando a Deus na exclusão do irmão -
tentando dominar e submeter,
falando de inferno, grana, poder,
me tachando de diabo... você me parece um bom cristão.
Um fiel agente do clero,
tão bom quanto aqueles que serviram a Cristo
alterando os Evangelhos...
Tão santos quanto aqueles
que perseguiram os pagãos,
prenderam os gnósticos,
lascaram os judeus e muçulmanos,
queimaram cátaros e templários,
excomungam catimbozeiros e maçons
e queimam ocas de indígenas.
Justos são todos os cristãos
que pedem a Deus dinheiro.
Semelhantes àqueles evangélicos que lincharam católicos,
e aos católicos que enforcaram evangélicos.
Fiéis agentes das inquisições católico-protestantes:
assassinos santos, sádicos sagrados, vampiros do céu.
Em nome de Cristo fazem o sangue correr.
Cristão, você não tem nada a ver com Jesus Cristo.
Cristão, você não morreria por ninguém.
Quanto custa a nova versão da Bíblia?
Onde está o comunismo dos primeiros cristãos?
Na loja do Alecrim há um broche, um adesivo e uma jaqueta de Jesus.
Postado por Rômulo H. P. Angélico.

http://profangelico.blogspot.com/search?updated-max=2010-08-07T05%3...