sexta-feira, 1 de abril de 2011

Luta por despoluição de lago continua.
Apesar de parecer das autoridades e órgão públicos interessados em resolver o problema, crianças ainda entram na lagoa degradada.
A voluntária humanista, Lucinéia Vieira, que desde 2009 encampou uma luta em benefício da Reserva Indígena do Jaraguá e busca a despoluição do córrego do Parque Estadual do Jaraguá, que corta a comunidade, continua em busca de soluções junto as autoridades para resolver a situação que
afeta os moradores do local.
Segundo ela, apesar dos esforços de órgãos envolvidos interessados em revolver o problema em defi nitivo, uma ação emergencial deveria ser tomada no sentido de impedir que crianças entrem no lago poluído, podendo acarretar problemas à saúde.
Em busca de mais esclarecimentos, ela, que também faz parte do CMCP, Conselho Mundial de Cidadania
Planetária, a lado de mais membros e interessados em resolver a questão, encaminhou uma petição às autoridades envolvidas diretamente na ação cobrando o que está sendo feito para solucionar
o problema defi nitivamente.
De acordo com a gestora do Parque Estadual do Jaraguá,Patricia Ferreira Felipe, que recebeu a manifestação da voluntária, a área em questão, da localidade do lago, foi transferida para a administração da Fundação Florestal por meio do decreto n.º 48.442 de 09/01/2004 e que a poluição é decorrida de uma ocupação irregular na Vila Chica Luiza onde despejá-se esgoto de forma clandestina em um córrego do bairro, que desemboca em uma galeria de águas pluviais, desaguando dentro do lago do parque.
A gestora informou ainda que após a transferência da área para a Fundação Florestal a administração iniciou contatos com os órgãos públicos envolvidos na questão como Sabesp, Subprefeitura Pirituba/Jaraguá, Cetesb e Daee, onde ações foram estabelecidas a fi m de sanar a
poluição do lago.
Segundo a nota, após esforços dos órgãos envolvidos, o córrego que contribuía para a poluição do lago foi envolvido no Programa Córrego Limpo da Sabesp, onde mais de 200 residências da área ocupada tiveram implantados redes coletoras de esgoto. Outra ação efetuada foi a remoção de casas
por parte da subprefeitura das áreas em questão, possibilitando ações de melhoria no córrego.
Patricia apontou ainda que em reunião técnica realizada em 21 de fevereiro deste ano, no Parque Estadual do Jaraguá com representantes da Sabesp, Cetesb e Fundação Florestal, foram informados dados a respeito da melhoria da qualidade das águas do córrego ressaltando uma redução nas concentrações de DBO e nitrogênio orgânico.
A resposta passada a Lucinéia indica também que em breve serão divulgados os resultados completos do monitoramento dos níveis de poluição por parte da Sabesp. Tão logo os efeitos apresentados indiquem a possibilidade de intervenção para desassoreamento será dado início as ações de recuperação do lago e de toda a área de entorno, em projeto pré-estabelecido junto ao Daee.
http://regionalnews.jor.br/blog/wp-content/uploads/2010/10/PAG-4_COR18.pdf
REGIONAL NEWS 1.º de abril de 2011

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