segunda-feira, 11 de abril de 2011

A ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA

Não há como se abster de zelar pelo que há de sagrado no Planeta Terra!
Não há como esquecer que há vida e vida em abundância, neste Planeta!
Não há como fingir que tudo está bem, perfeito e com a mesma qualidade com que o Planeta Terra foi entregue aos seres viventes!
Não há como dizer não à vida!
Há outra verdade que não pode ser omitida: Nada neste Planeta sobrevive sem água!
Se, entretanto, dissermos não às afirmações acima, estamos considerando que a vida não tem validade alguma e estaremos concedendo permissão a quem quer que seja, para destruir o Planeta que nos abriga!
Não se trata de concordar ou discordar, trata-se de aquilatar qual o valor da vida e, o que ela representa.
Creio ser fundamental sabermos primeiro o que é Biosfera:
Biosfera é um substantivo feminino (bio+esfera) e possui dois significados básicos:
1)Parte da Terra em que pode existir vida. Inclui parte da litosfera, da hidrosfera e da atmosfera.
2)Os organismos vivos juntos com seu ambiente.
Estando claro o significado de biosfera, podemos interpretar como a parte mais sensível, frágil e desprotegida que compõem a Natureza no Planeta.
Essa camada tem como fundamental para sua sobrevivência, a água!
Bem, poderíamos citar inúmeras experiências científicas que comprovam que a biosfera do Planeta atua em cadeia alimentar, isso significa dizer que para o Ser Humano sobreviver com saúde, há necessidade de que a biosfera do Planeta não seja tão somente preservada, mas respeitada e cuidada.
Portanto, não estamos defendendo somente a espécie humana, mas estamos fazendo um apelo em prol da biosfera.
Assim, postulamos aos governantes deste País a ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA!
Neste sentido, não basta uma lei ou um texto que reconheça esse direito, pois é essencial que esse direito seja constitucional, assim sendo, apelamos a todas as pessoas de bom senso, que se mobilizem no sentido de conquistarmos essa garantia em texto inserido na Constituição Federal.
Vale ressaltar, que se nossos governantes avaliarem com carinho, atenção e o nível de responsabilidade que o tema merece, teremos dado um largo passo para a preservação da biosfera do Planeta, pois muito outros países seguirão os nossos passos.
Por sua vez, avançamos aqui na proposição de uma perspectiva ambiental inovadora, que concebe a vida humana interdependente de todas as outras formas de vida da biosfera. Busca-se aqui, superar a desgastada concepção antropocêntrica da vida, que situa o homem como centro de toda a manifestação vital, que existiria apenas para suprir as crescentes e vorazes demandas civilizatorias, as quais constituem por excelência as principais causas da degradação ambiental que vivenciamos atualmente. A vida nasceu em berço aquático, e é constituida especialmente por água. Logo se admitirmos que o DIREITO À VIDA é o direito primordial, a água que, fundamentalmente a nrute e a mantém, é por conseguinte um direito essencial também. A ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA representa portanto esse momento novo no pensamento e no fazer ecológico do nosso tempo. Podemos tomar a dianteira dessa jornada pela vida e envolver outros países e povos nessa grande defesa pela vida, pela biosfera!
Podemos fazer diferente dessa vez. Fazer a diferença em meio a uma realidade civilizatória esgotada em seus discursos e modos de ação. É preciso uma grande reforma no pensamento, no sentimento e na alma humana. Urge revisar e redimensionar a condição humana reconectando-a à sua fonte, à sua origem, a sua transcendência. Não podemos cometer de novo os mesmos velhos erros humanos, vestidos de novas liguaguens reinventadas para manter e propagar velhos padrões de vida e de viver defasados e infrutíferos. Uma nova epistemologia desponta no horizonte contemporâneo. Novas racionalidades, conectadas, complexas, integradas, abertas e fluidas. Uma epistemologia ambiental profunda que conceba a vida como um único organismo univeersal, tal qual Gaia, como define com propriedade o cientista Loverlock. É nesse contexto de uma racionalidade renovada, inovada, emaranhada com a vida em suas dimensões sutis e abrangentes que se pode considerar a relevância e a urgência em se consolidar a formulação: A ÁGUA COMO DIREITO INALIENÁVEL À TODA A BIOSFERA. Pelo direito à vida e a água para toda forma de vida existente.
Julio Lótus
Cidadão Planetário (Título honorifico acadêmico concedido pelo CMCP - FAPAF em 2010)
Membro do Conselho Mundial de Cidadania Planetária - CMCP/WCPC
Idealizador co-fundador do Movimento Curando Gaia

Um comentário:

Julio Lótus disse...

Nessa época em que escrevi esta carta ao Conselho Mundial de Cidadania Planetária, ainda não se falava na falta de água em São Paulo.

Grato por partilhar a minha carta!

Namastê!

Julio Lótus